segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

SEJA BEM VINDO 2019


O foguetório para o alto
O povo reunido no asfalto
Chispas de fogo pelos ares
Abraços e cumprimentos
Nas casas, apartamentos
E também pelos bares

Espumantes, cerveja e cachaça
Gente que dorme na praça
A meia noite não chove
Segundo a meteorologia
Viva a farra e a alegria
Dois mil e dezenove

Desembarcando na Terra
Trazendo um ano sem guerra
E sem crime organizado
Instaurando a solidariedade
No paraíso da felicidade
De um povo ordeiro e civilizado!

Escrito as 16:11 hrs., de 31/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

O ANO NOVO DA ESPERANÇA


Eu quero descansar
Antes disso, poetar
Na poesia do poeta
Que escreve no teclado
De um belo jeito rimado
E na linha sempre direta

De chinelo e bermuda
Sei que sempre Deus me ajuda
E a hora está chegando
Estarei no meio da rua
De baixo do clarão da lua
Feliz e comemorando

A chegada do ano novo
A manifestação do povo
Foguetório e comilança
Energia positiva
Todo mundo gritando, viva
O ano novo da esperança!

Escrito as 14:11 hrs., de 31/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

FELIZ ANO NOVO


Foi se embora a primavera
O natal também já era
Estamos no ano novo
Vamos ter vida nova
Um ano pra mais uma prova
Felicidade geral para o povo

Sinal de que o tempo se move
Seja bem vindo dois mil e dezenove
E assim a gente vai levando
De quando em quando alguém morre
E disso ninguém socorre
Vivemos no mundo vagando

Enquanto isso o tempo passa
Logo mais a carne assa
Também muita bebida
O mundo todo afoito
Adeus dois mil e dezoito
Vamos fazer a despedida!

Escrito as 11:36 hrs., de 31/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 30 de dezembro de 2018

MERGULHANDO NO PRAZER


Eu quero que você pose
Pra gente ter mais uma dose
Daquilo que move o mundo
As velas nos castiçais
Vamos nos amar de mais
E eu quero ir ao fundo

Saciando nossos desejos
Esgotando o estoque de beijos
Quero despetalar a flor
E sentir o teu cheiro
Até morderes o travesseiro
Porque vamos fazer amor

Saciando nossa vontade
Na noite da felicidade
Você completamente nua
E eu como vim ao mundo
Então vamos mergulhar fundo
Ao clarão abençoado da lua!

Escrito as 20:26 hrs., de 30/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

QUERIDA DEUSA BANANA


Quando agora são quatro e meia
Bem na colheita da aveia
E ao florescer da laranja
O natal já se foi embora
Tem um bom cheiro de amora
E que a abelha não esbanja

No espelho da saudade
Penso que a liberdade
Não existe à fina flor
O desejo da sombra verde
Quero embalar-me na rede
No pleno desfrutar do amor

Esse teu corpo bacana
Querida Deusa Banana
Mamãe Noela do natal
Vá vestir o teu biquíni
Que te levo de Gordini
Pra tu desfilar no carnaval!

Escrito as 16:39 hrs., de 30/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

AVIÃO ENVENENADO


Quando o avião lá por cima
Deixando em baixo a neblina
E bem no alto o céu azul
E a capital Porto Alegre
No verão louco que segue
Nas praias do litoral sul

Esse avião voa à mil
Adeus querido Brasil
Aqui em cima não tem guerra
E nem penas de avestruz
Moro no bairro Bom Jesus
Lugar abençoado na Terra

Onde vive a namorada
Tem assalto à mão armada
E crime organizado
Deixo a marca do meu paço
Agora eu rompo o espaço
Neste avião envenenado!

Escrito as 14:58 hrs., de 30/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 29 de dezembro de 2018

ESTOU VOLTANDO


Estou voltando
Muito alegre pensando
Quanto tempo se passaram
As águas foram para o mar
Em nuvens podem voltar
E os pássaros voaram

Ai que saudades de tudo
A solidão me deixa mudo
O que é que posso fazer
Mas estou voltando
Feliz e comemorando
Teus olhos quero rever

Esse belo corpo
Meu bom conforto
O bom senso diz
Chega de solidão
Quero ascender nossa paixão
E finalmente ser feliz!

Escrito as 20:53 hrs., de 29/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

MIL ESTRELAS NATALINAS


Que coisa linda
É ver na berlinda
A Sabrina desfilando
Na passarela da saudade
Que felicidade
Estou delirando

Do amor dessa boneca
Dei a ela uma caneca
Que ganhei na festinha
Realizada na igreja
Que Deus a proteja
Minha princesinha

Docinho de coco
Um beijinho nela é pouco
Um abraço também
E mil estrelas natalinas
Vão abrir-se as cortinas
Do ano que vem!

Escrito as 19:46 hrs., de 21/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

UMA MALA DE PAIXÃO


Sem escrever nada
A mala está guardada
Viajem só para o mês e ano que vem
No bus da caravana
Pra ficar uma semana
Numa cidade muito além

Um outro pais
Viajar me faz feliz
O que mais gosto de fazer
Pra onde minha alma vai?
Montevideo no Uruguai
Pois que quero conhecer

Aquele povo destemido
Eu viajo bem prevenido
Levando uma mala de paixão
E outra mala de flores
Para entregar aos meus amores
Que moram naquele torrão!

Escrito as 11:32 hrs., de 21/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

AS TROMBETAS DO BEM


Para aliviar a cabeça
Antes que a depressão cresça
Volto ao computador
Quem sabe, palavras a plenas
Ao criar uns poemas
Falando de amor

A fina semente de Deus
Perfumando os dias meus
E da bravura humana
Para os livros da consciência
Pois estamos na eminência
De tudo virar lama

Porem tem o lado bom
Ao ouvir o som
Das trombetas do bem
Aos passos da humanidade
Vem aí a felicidade
Nas mãos do ano que vem!

Escrito as 10:05 hrs., de 20/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

TEU CORPO CHEIRA FLOR


A saudade dos teus beijos
Que me dá desejos
Até de enlouquecer
Já não sei o que faço
Ando errando o paço
Numa vida sem prazer

Volta pra mim por favor
Preciso do teu amor
E desse olhar sorridente
Sem você não sou ninguém
E não sei olhar à quem
O coração chora e sente

Porque tu fostes embora
A nossa cama implora
Pela tua chegada
Teu corpo cheiro de flor
Vem vamos fazer amor
Ao silencio da madrugada!

Escrito as 17:01 hrs., de 19/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

AVIAÇÃO CARAVELHO


Vamos começar a batalha
Tenho que arrumar a tralha
Embarcar no primeiro avião
Com destino a felicidade
Nas asas da liberdade
Aqui deixo minha saudação

A nave decolando, fui
Na empresa aérea do Rui
Avião que ele mesmo fez
Nos fundos do seu quintal
Viaja nas vésperas de natal
E só volta no fim do mês

De dezembro do ano que vem
Essa lata nem motor tem
De madeira e ferro velho
Ele diz que é magnífico
Vai atravessar o Pacifico
Pela aviação Caravelho!

Escrito as 19:33 hrs., de 18/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

SAPATINHO EM BAIXO DA CAMA


Então eu vou de vagarinho
Assim pisando miudinho
Para ela não acordar
Sapatinho em baixo da cama
Do quarto de quem se ama
E que vivem para se amar

Dorme como um passarinho
Que ama seu ninho
E a casa onde mora
Em baixo da aroeira em flor
Donde brotam mudas de amor
E faz sombra lá fora

Eu sou do amor bendito
Um pé romântico bonito
De onde se vê o mar
É ali que mora a liberdade
E é o berço da felicidade
O bom ponto pra namorar!

Escrito as 20:01 hrs., de 17/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 16 de dezembro de 2018

JÁ BATEU TRÊS HORAS


Já bateu três horas
Tirando os noves foras
Não sobra nada
Depois da vida selvagem
Vou posar na estalagem
De uma noite enluarada

Caprichosa pescaria
Diversão de todo o dia
Nos anéis de saturno
Ou choupanas do Japão
Ouvindo aquela canção
Pisando firme com meu coturno

De general da sesmaria
Nos sonhos da utopia
Das profundezas jupterianas
Entre tigres e leopardos
Eu lanço os meus dardos
Nas feras selvagens das savanas!

Escrito as 15:10 hrs., de 16/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 15 de dezembro de 2018

NA JANELA DA MULATA


Tomando uma coca cola
No dedilhar da minha viola
Assim vou levando a vida
No desvio sem trabalhar
Porque não quero me cansar
E ficar com as costas dolorida

O desvio é minha defesa
Nem sei o que é tristeza
Gosto de fazer serenata
Em baixo de uma janela
Apreciando o corpo dela
Belo exemplar de mulata

Por quem eu perco o sono
Quero sair do abandono
O problema é ela me querer
Aceitando um vagabundo
Estou perdido no mundo
Sem saber o que é sofrer!

Escrito as 16:16 hrs., de 15/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

MENINA DE CABELOS LONGOS


Preciso sair um pouco
Não aguento o sufoco
Calor de fritar bolinhos
Por favor me resfrie
Antes que a mende desconfie
Preciso dos teus carinhos

Menina do arvoredo
Se meu beijo é azedo
O que é que posso fazer
A não ser te pegar no colo
E de te amar no solo
Você tem que entender

Menina cabelos longos
Professora dos ditongos
E da lei do saber amar
Passe-me á palmatória
Se eu não aprender a história
De como te cortejar!

Escrito as 13:55 hrs., de 15:12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

VOO DE PARA QUEDAS


Com a raiz de pitangueiras
Mais a folha das parreiras
Eu tomo meu chá da tarde
Sob o mormaço a dar com um pau
Desse verão muito mau
Calor por de mais que arde

Vou pra águas do Guaíba
Que descem forte lá de riba
Eu voo de para quedas
Passando perto do céu
O vento leva meu chapéu
Pousando em cima das pedras

Minha nave voa alto
E a mariposa do asfalto
Lá em baixo a minha espera
Nossa nobre comemoração
Pelos assuntos da paixão
Em final de primavera!

Escrito as 15:06 hrs., de 14/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

EU QUERO A NOITE PRA SONHAR


Eu quero a noite pra sonhar
Em sonhos decolar
Sem saber se volto ou não
Quero viajar para o nada
Numa noite enluarada
Ou mesmo na escuridão

Quero estar presente
Na hora do sol nascente
Para um lugar além de mim
Eu quero chegar ao começo
Porque sei que bem mereço
Afinal eu vim do fim

Eu quero beijar a mão
De quem criou o chão
E também o frio e o calor
Na era das muitas flores
Pintou o mundo de cores
E fez nascer o amor!

Escrito as 21:33 hrs., de 13/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

ILHA DO BOM PRAZER


La vou eu no corcel corredor
Transportando o meu amor
Pra Ilha do Bom Prazer
Onde tudo é deserto
Quero sempre estar por perto
Até o dia escurecer

E a lua marcar presença
Porque a vontade é imensa
De fugir dessa cidade
E me enfurnar numa cabana
Junto com quem me ama
Em busca da felicidade

Ao perfume da natureza
Eu mais Maria Tereza
Aí não tem pra ninguém
Talvez ficaremos por lá
Namorando e tomando chá
Quem sabe até o ano que vem!

Escrito as 09:51 hrs., de 13/12/2018 por

NELSON RICARDO ÁVILA

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

A RODA SEMPRE GIRANDO


Tudo recomeça
E não há nada que impeça
A roda sempre girando
Numa corrida sem fim
As portas se abrem pra mim
Sem bater vou entrando

E sentando em minha poltrona
Quando o cansaço me abandona
E a nave da vida segue
Sonhando dormindo ou acordado
Dou de mão no meu teclado
E o que escrevo sai em breve

Postando em rede sociais
Se as viagens são fluviais
Eu aproveito pra pescar
O coração de uma mulher
E em um sonho desses qualquer
Feliz eu quero estar!

Escrito as 18:05 hrs., de 12/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

TÃO PERTO DO MEU PENSAMENTO


Tão perto do meu pensamento
E sabe que sou um elemento
Que vive mergulhado na paixão
São os rios do bom romance
E o mundo está ao meu alcance
Eu flutuo no mar da ilusão

Quero ser sempre assim
Desde o começo ao fim
Dessa estrada do destino
Com minha bem gala na mão
E voando bem alto do chão
Como um pássaro faro fino

Sou farofeiro da praia
Esperando que a chuva caia
Pra refrescar o calor
Levantarei voo de novo
Para estar junto ao meu povo
Distribuindo sorrisos de amor!

Escrito as 09:44 hrs., de 12/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

COMENDO AMOR COM MORTADELA


Comendo amor com mortadela
Raivoso derrubei a cancela
E meti o pé na porta
Pisei na cabeça do gato
E pra concluir o relado
Eu tenho um canivete que corta

Porei sou uma alma passiva
Só vou ascender minha ogiva
Se o inimigo provocar
Eu nasci num jardim de flor
Fui gerado numa noite de amor
E posso, mais não quero lutar

A não ser por um mundo de paz
Um calor danado que faz
Quero mergulhar na piscina
Espero que ela esteja cheia
Sem perder o almoço e a Ceia
E os beijos da bela menina!

Escrito as 19:59 hrs., de 11/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

GATA CHEIA DE DESEJOS


Estou abrindo a janela
E percebo que lá vem ela
Com sorriso de rainha
É uma gata que contratei
Por um bom preço comprei
E por tanto agora ela é minha

Fico todo entusiasmado
Ela chega ao meu lado
E fica se esfregando em mim
Descemos pelo elevador
Pra namorar e fazer amor
Bem no fundo do jardim

Com sua pele bronzeada
Gata morena encantada
Cabelos encaracolados
É linda e cheia de desejos
E quando trocamos beijos
ficamos mais apaixonados!

Escrito as 16:52 hrs., de 11/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

ONZE E VINTE E TRÊS


Agora são onze e vinte e três
Mais um dia se fez
Em pleno mês de dezembro
Vem natal e ano novo
Salve a cultura do povo
Que saudade de novembro

Que saiu sem se despedir
Bom mais agora eu quero ir
Na direção da liberdade
Onde o vento bate forte
Quero encontrar com a sorte
Em busca da felicidade

Quem sabe o amor carnal
Pra que na noite de natal
Eu receba o papai Noel
Quero ganhar uma morena
Pra dedicar este poema
O trenó já vem no tropel!

Escrito as 11:30 hrs., de 11/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

RIOS E MARES DE CANOAS


Estou cansado de tudo
Irei virar um cabeludo
E deixar a barba crescer
Vou arrumar um cajado
Sair pelo mundo largado
Só pra ver o que vai acontecer

Quero atravessar rios e mares
Ir flutuando pelos ares
Até chegar bem distante
Além do arco íris das maravilhas
Participar do tratado das Tordesilhas
Na minha canoa flutuante

Misturando-me aos passarinhos
Marcando pousadas em seus ninhos
Comendo o ovo frito da perdiz
Na natureza viva multicor
Pode ser que eu encontre o meu amor
Só assim serei feliz!

Escrito as 20:53 hrs., de 10/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

DE BOTAS E DE BARBAS BRANCAS


Pensando em paz e amor
A mais de trinta de calor
Segunda feira não tem jogo
O campeonato acabou
Nem o vento soprou
Parece pegando fogo

E haja água gelada
Tarde quente e ensolarada
O natal está chegando
De longe se houve o tropel
Do trenó do Papai Noel
E eu estou me preparando

Deixarei de lado as tamancas
Usarei botas e barbas brancas
Trarei balas sabor de mel
Entrando pela chaminé na telha
Vou vestir uma roupa vermelha
Eu serei o Papai Noel!

Escrito as 15:09 hrs., de 10/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 8 de dezembro de 2018

MENINA DOÇURA




Notícias não quero ver
Pra não ter o desprazer
De ficar triste não senhor
A Sabrina vai passear
Ela disse que quer procurar
Porque precisa de um amor

Só que ela é pequenininha
Uma linda princesinha
A mais verdadeira ternura
Olhos de botõezinhos
E esses cabelinhos
De menina doçura

Estou aqui teclando
E ao mesmo tempo pensando
Procurando uma saída
Eu não pratico teoremas
Eu sim escrevo poemas
A razão da minha vida!

Escrito as 19:12 hrs., de 08/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

AO CANTO DOS ROUXINÓIS


Venha de pressa meu amor
Vamos ao computador
Para nós dois digitar
Isso antes que eu me canse
Vamos criar um romance
E ao mesmo tempo namorar

No enredo de nós dois
E logo em seguida, depois
Temos que ganhar a cama
No rancho à beira do Atlântico
Fazer um programa romântico
Pra coroar esse fim de semana

Lambuzando nossos lençóis
Ao canto dos rouxinóis
Depois fechar nosso poema
Com muitos abraços e beijos
Ao saciar de tantos desejos
O amor sempre vale à pena!

Escrito as 16:27 hrs., de 08/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

NO TOPO DA MURALHA CHINESA


Caindo e levantando
A gente segue andando
Pelos becos deste mundo
Escrevo em todo relado
Em cada esquina um gato
O meu carinho é profundo

Amo por demais o cachorro
Ando passo à passo e não corro
Mas paro no bar da esquina
Entre a Escócia e Inglaterra
E minha viagem se encerra
No topo da muralha da China

Onde uma gueixa me espera
No marco zero de um era
Pra me dar um banho completo
Tento falar português
Porque no idioma chinês
Sou um tremendo analfabeto!

Escrito as 14:42 hrs., de 08/1/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

VER A LUA APARECER


Como é bom o anoitecer
Ver a lua aparecer
E os pássaros se recolhendo
A roda do mundo girando
E eu no teclado dedilhando
E o poema acontecendo

Vai o sol e vem a lua
E todo o mundo na rua
Cantarolando a boa vida
Escurecer com esperança
Quem sabe se a gente alcança
Uma melhor saída

Pra crise que nos abala
Vamos sentar na sala
Eu sei que hoje não chove
Mais tarde vamos deitar
Dormir e sonhar
Até amanhã as nove!

Escrito as 20:01 hrs., de 07/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

NA PAISAGEM DA PRIMAVERA




É hora de voltar à tona
Depois do chá de bela dona
E de um belo sono dormido
Volto então a ser o que era
Na paisagem da primavera
De um mundo todo florido

Que foram muitos amores
Na essência cheirosa das flores
De onde nascestes para mim
Na janela do apartamento
Formou-se nosso sentimento
Pelos bancos daquele jardim

E agora aqui estou
O beija-flor me mostrou
Qual a verdadeira saída
Então eu volto ao jardim
Para entender em fim
Tu és meu o sentido da vida!

Escrito as 16:54 hrs., de 07:12 hrs., de 2018 por
Nelson Ricardo Ávila

O BARULHO DOS TRENÓS


E aí vem mais um natal
Quando a alma universal
Grita numa só voz
De longe se ouve o tropel
Vem chegando Papai Noel
Ouço o barulho dos trenós

E as comilanças anuais
Porque as festas são atuais
Tudo é mera questão
E tenho certeza que pelo visto
É o aniversário de Jesus Cristo
Que em breve estará no chão

Desse planeta bagunçado
Que tem crime organizado
Sua benção Cristo do céu
Que sentiu por nós toda a dor
Venha nos salvar por favor
À você eu tiro meu chapéu!

Escrito as 14:14 hrs., de 07/11/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

HOJE O SAMBA VAI FERVER


Delineando a estrada
Na bela manhã orvalhada
Os pássaros lá no alto voando
E eu cá embaixo tocando violino
Tenho a alma de um menino
Solto a voz e vou cantando

Salve salve a primavera
Na verdade ou na quimera
Feijão com arroz e batatas
E o pandeiro macanudo
Entro no baile e vou com tudo
Selecionando as mulatas

De norte a sul do Brasil
E as loiras todas à mil
Hoje o samba vai ferver
E isso tudo dá poemas
Vou sacudir as morenas
Até o amanhecer!

Escrito as 11:03 hrs., de 06/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A CHALEIRA ESMALTADA



Eu vim aqui foi pra brincar
Quem sabe também, dançar
Comer pipoca e cachorro quente
Tocando gaita de boca
Ai meu Deus que coisa louca
Que acontece de repente

Quanta vontade me bate
De ligar o motor do iate
Sair rasgando água mar à fora
A embarcação está ancorada
Tem uma chaleira esmaltada
Com água quente pro chá da hora

Para o encontro das quatro
Não posso dar detalhes do relado
Que é amoroso repentino
Com a morena da outra vez
Que retornou ao fim do mês
Em que eu era ainda um menino!

Escrito as 20:54 hrs., de 05/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

PRAIA DO AMOR


Estou aqui pra relaxar
E também praticar
A arte da poesia
E no jeito do bom viver
Ainda quero conhecer
O outro lado da utopia

Que não tem dor
Mas a praia do amor
A pura paz da sedução
E em contra partida
Sei que meu senso duvida
Que tudo termine em paixão

Do por ao nascer do sol
Que é na mancha do lençol
A marca deixada sem dor
Nas delícias de um encontro carnal
júbilos de uma anoite virginal
Com o néctar do milagre do amor!

Escrito as 17:17 hrs., de 05/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

NA JANELA DO BEM QUERER


Tenho de criar um poema
Porque a disposição é suprema
E o luar é de serenata
Colocando os dedos no teclado
Ou no meu violão afinado
Posso até dar uma tocata

Na janela do bem querer
Pra fazer acontecer
Lá no beco da saudade
Eu quero beijar de mais
Como o brilho dos cristais
Dando o osculo na felicidade

Acho que o poema se forma
Depois vou na plataforma
Fazer uma viajem de trem
Estou completamente afoito
Pra deixar dois mil e dezoito
E ir para o ano que vem!

Escrito as 21:45 hrs., de 04/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

A MORENA CASCO GROSSO


Mas não há de ser nada
A chalana tá lotada
Cheia de mulher bonita
Pescadoras de esperanças
Onde rola muitas lambanças
E meu coração palpita

Pela morena casco grosso
Colar de pedras no pescoço
De saia rasgada no joelho
É uma coisa muito louca
Viaja passando batom na boca
Na frente do espelho

É ela que quero ter
Se meu dengo vai vencer
Aquelas curvas da sedução
De tocar nela não me furta
Sua saia é muito curta
Mostrando o mapa da tentação!

Escrito as 17:29 hrs., de 04/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

MEU JEITO SEMPRE DE SER


Meu jeito sempre de ser
Exatamente o que fazer
É o que não sei agora
A roda do mundo gira
E as vezes tudo vira
Eu daqui não vou embora

Amo tanto esse lugar
Que quero aqui passar
E ser um pouco feliz
Quero estender a minha rede
E sempre matar a sede
Do suco de amora que fiz

De laranja ou de framboesa
No seio tenro da nobreza
Quê importa a solidão
Se o que ferve dentro de mim
É uma felicidade sem fim
Que brota do coração!

Escrito as 10:01 hrs., de 04/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

OS ACORDES DA SAUDADE


Comendo salgadinho
Com aquele meigo jeitinho
Ela está do meu lado
Um belo sorriso no rosto
O que sempre faz gosto
Por isso estou orvalhado

Com as bênçãos angelicais
O canto triste dos cardeais
E o chorar das cordas do violeiro
Vou também afiar minha viola
Porque amor do meu peito rola
Sou um eterno seresteiro

Apaixonado pela mãe lua
Meu lar eterno é a rua
Sei os acordes da saudade
Pra remoer o meu passado
Sou um ébrio apaixonado
Cheio de felicidade!

Escrito as 18:06 hrs., de 03/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

VIDA SEM GRAÇA


A vida anda meio sem graça
Se me sento no banco da praça
Não vejo o brilho das flores
Ninguém mais olha pra mim
Vejo secando o meu jardim
E o assombro dos horrores

Manda meu sono embora
Até meados da aurora
Fico me rolando na cama
Sonhando estar na Amazônia
É a maldita da insônia
Que faz da minha vida um drama

Eu sinto uma grande dor
Fico esperando o meu amor
Que foi pra nunca mais voltar
Ela era minha referência
Mas com a sua ausência
Eu não consigo me encontrar!

Escrito as 5:04 hrs., de 034/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 2 de dezembro de 2018

FUTEBOL DE DOMINGO


Vai começar o jogo de futebol
Com dois metros e meio de sol
A bola vai rolar no campo
Enquanto eu tomo um guaraná
Assistindo do lado de cá
Então mais uma garrafa destampo

Para beber no gargalo
As vezes então eu falo
Que o futebol faz parte da minha vida
Sou verdadeiro perna de pau
Mas no amor eu sou muito mau
Agora vou dar uma saída

Um giro pela orla da cidade
Em busca do ar da liberdade
Se meu time perder eu xingo
E volto pra casa descansar
Dormir e sonhar
Num lindo final de domingo!

Escrito as 17:01 hrs., de 02/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

A FONTE DE TANTOS DESEJOS



Bem aqui estou de novo
Me comunicando com o povo
Através da literatura
E poetizando a vida
Doce Terra amada e querida
Verdadeira formosura

Na mata a passarada
Numa música orquestrada
Que se houve além do mar
Das águas no balanço
O que eu não me canso
De sempre admirar

No vai e vem dos barquinhos
No cantar dos passarinhos
No doce mel dos teus beijos
Belo exemplar de morena
És meu verdadeiro poema
A fonte de tantos desejos!

Escrito as 15:16 hrs., de 02/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 1 de dezembro de 2018

O LAÇAÇO DO AÇOITE


Perdeste a moral comigo
E eu imponho-te o castigo
De se quer olhar pra mim
Fica na tua e some
Sem pronunciar meu nome
Saia pelos fundos do jardim

Porque traição dói
O que sangra e corrói
O peito e o coração
Por favor entra no prumo
E toma o teu rumo
Ao som de uma canção

Foi bom enquanto valeu
Mais o que aconteceu,
Inventastes de pular o muro
Na calada da noite
Senti o laçaço do açoite
E traição eu não aturo!

Escrito as 19:39 hrs., de 01/12/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O NOSSO AMOR TEM DOÇURA


De poeminha em poeminha
De casinha em casinha
Eu fico lembrando de você
Que não larga uma fofoca
Fica fazendo pipoca
Sem abandonar a tevê

Cantarolando o Roberto
E quando estou por perto
A gente canta juntos
Se abraça e cai na loucura
O nosso amor tem doçura
Falamos os mesmos assuntos

Tu chegas a ficar meia rouca
Enquanto passa a nossa roupa
Acho que a gente se merece
Se a vontade não passa
Então a gente se abraça
E é quando a coisa acontece!

Escrito as 21:59 hrs., de 30/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

ESSE MUNDO É UTOPIA


Não escrevi nada ainda
Na bela tarde que finda
Depois que a chuva parou
Muita coisa na cabeça
E antes que a escuridão cresça
Meu corpo cansado sentou

Para as escribas do dia
Vivendo na utopia
Ou verdade sei lá o quê
Esse mundo é um terror
Não sei se vou ao computador
Ou se ligo a tevê

Tudo é muita confusão
Ouço de longe um trovão
Enquanto a noite se aproxima
A muito não tomo café
Não sei se fico no sopé
Ou se vou pro topo da colina!

Escrito as 18:02 hrs., de 30/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

ALMA GÊMEA DO AMOR


Algo acontece de bom
Por exemplo um bombom
Rechiadinho de paixão
E com sabor de ternura
Isso faz parte da cultura
Que mora no meu coração

Coisa boa que acontece
É quando a gente merece
E experimenta a fruta
Que tem sabor tentador
Puxando para o lado do amor
E então o corpo desfruta

Porque sem amor ninguém vive
Esses dias eu estive
No paraíso da saudade
Encontrando a bela fêmea
Verdadeira alma gêmea
Portadora da felicidade!

Escrito as 11:32 hrs., de 30/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

QUANDO A AURORA DESPONTAR


Por favor não me rele
Estou com os nervos à flor da pele
Por causa de alguns problemas
O quanto se leva de açoite
São dez e quarenta e dois da noite
Somente os meus poemas

Pra me devolver a paz
Porém o luar me traz
A esperança de um novo dia
Quando a aurora despontar
Ainda quero sonhar
Com um mundo de alegria

Esquecer o que passou
O pirilampo sobre vou
Com o rabo em forma de flor
Salve salve a doce ilusão
Eu quero mergulhar na paixão
Pra ver se encontro o amor!

Escrito as 22:51 hrs., de 29/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

NA BANDEJA DA PAIXÃO


Um sorriso de criança
O gordo balançando a pança
E o gato que errou o bote
Vou embarcar na estação
Com destino à Ribeirão
Antes que o tempo se esgote

E a laranjeira floresça
Antes que minha barba cresça
Quero atravessar o rio
De Soledade à Barbacena
E ainda escrever um poema
Pra menina que me sorrio!

Da janela do pensamento
Expressando o sentimento
Que feriu meu coração
Mas nem senti dor
De um belo tapa de amor
Servido na bandeja da paixão!

Escrito as 19:59 hrs., de 29;11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

UMA LAVOURA DE AMOR


Como bem vou lhes dizer
Estou aqui para sorver
O arzinho fresco matinal
Nem sei se sou um bicho
Detesto estar no lixo
E adoro o amor carnal

Se tem um peixe eu pesco
Sou chegado a um lesco lesco
Tenho medo de avião
Assim como de guerra
Prefiro andar na Terra
No planeta da paixão

Plantar uma lavoura de amor
Intercalada com muita flor
E uns pés de mulher bonita
Por quem meu coração chora
A velha alma implora
Enquanto o coração palpita!

Escrito as 11:46 hrs., de 29/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila


NAVEGANDO DE BARQUINHO



Vamos voltar ao trabalho
Passarinho no galho
Canta desesperado
O que será que ele quer
Deve de estar chamando sua mulher
Pra não se sentir abandonado

Como eu me sinto agora
Vejo num galho de amora
A andorinha poedeira
Construindo seu ninho
Eu aqui me sinto sozinho
Já na idade derradeira

Mas com alma de menino
Energia e faro fino
Com tudo inda funcionando
Navegando de barquinho no lago
São muitas recordações que trago
Sobre a água a minha frente balançando!

Escrito as 10:42 hrs., de 29/11/2018 por
Nelson Ricardo Ávila